O agricultor é um tomador de decisões por natureza. Todos os
anos, ele escolhe cultivares, define investimentos, contrata serviços e assume
riscos que podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma safra. Para auxiliar
na hora de tomar essas decisões, o agricultor usa da assistência técnica para ter
esse suporte.
Entre os principais apoioadores da extensão rural no Estado estão
o IDR-Paraná (antiga Emater), cooperativas agropecuárias, empresas privadas de
consultoria, revendas de insumos e programas do SENAR. Assim, essa assessoria
permite ao produtor fazer escolhas técnicas com critérios bem definidos: a
formação do profissional, experiência prática, os resultados obtidos em campo e
a confiança construída ao longo do tempo. Afinal, uma recomendação equivocada
sobre adubação, manejo ou controle de pragas pode gerar prejuízos
significativos.Dificilmente um agricultor entregaria o futuro de sua lavoura a
alguém sem conhecimento técnico, sem experiência comprovada ou apenas porque
“fala bem”. Ele quer evidências, resultados e competência.
Curiosamente, quando o assunto é política, nem sempre
adotamos a mesma lógica. Para administrar uma propriedade de algumas dezenas ou
centenas de hectares, exigimos preparo. Porém, para administrar um município,
um estado ou um país, muitas vezes aceitamos critérios menos rigorosos.
Carisma, popularidade, tradição familiar ou discursos emocionais acabam
recebendo mais atenção do que a capacidade de gestão, o histórico de
realizações e o conhecimento necessário para ocupar cargos públicos.
Se confiamos a gestão da nossa produção apenas a
profissionais qualificados, faz sentido exigir o mesmo daqueles que irão
administrar recursos públicos e tomar decisões que afetam toda a sociedade.
Afinal, escolher um técnico competente protege uma safra. Escolher
representantes competentes pode ajudar a garantir o futuro de uma nação.
