No dia 31 de dezembro de 2025, a China anunciou tarifas extras de 55% sobre a carne bovina importada do Brasil, para o volume que exceder a cota anual de 1,106 milhão de toneladas. A cota fica abaixo dos 1,648 milhão de toneladas exportadas em 2025 para o país asiático.
A perspectiva é que os pecuaristas sentirão baixa no preço da arroba já em janeiro, pois China absorvia metade das exportações (cerca de US$ 6 bi até novembro/25). Com a tarifa, frigoríficos cortam compras para caber na cota sem perda, repassando de R$ 10 a 20 a menos por arroba de boi gordo (dos R$ 320 atuais). Fazendas no MT e GO, mais dependentes de exportação, veem receita cair 15-25% se não acharem novos compradores.
No artigo “Por que a China deve manter a carne bovina brasileira no cardápio em 2026” de 16/01/2026 do portal Exame Agro, as previsões não são nada otimistas. Com a medida, o excedente de carne deve voltar para o mercado interno, onde o consumo já saturou com a inflação alta. O preço do boi vivo desaba (projeção: R$ 280/arroba em 3 meses), enquanto varejo baixa cortes para escoar. Pequenos produtores de ciclo curto (24 meses) quebram sem margem, já que custo de pasto e diesel subiu 12% em 2025. Médias fazendas devem perder R$ 50-80 mil/ano em faturamento.
A medida, que protege produtores chineses, deixando como alternativa para o Brasil exportar cerca de 20-30% para México, UE e Oriente Médio. Porém, o câmbio ruim (real forte pós-Trump) e custos logísticos altos (US$ 5 mil/contêiner) limitam as exportações. Nesse contexto, a sustentabilidade vira trunfo: a carne de baixo carbono, produzida em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILPF) ganha bônus em mercados verdes. A sugestão para o produtor é: estoque bezerros agora e diversifique pastagens para segurar 2026 sem endividamento.
*Produzido com ajuda do Perplexity AI
